As faces de Tatiana Maslany em Orphan Black

Orphan Black é uma série canadense, de ficção científica que estreou em março de 2013. Na trama, Sarah Manning (Tatiana Maslany) é uma órfã que foi criada nas ruas por uma mãe adotiva e tem um irmão também adotivo, Felix. Após presenciar o suicídio de uma mulher extremamente parecida com ela, Sarah decide assumir sua identidade. A morta era uma detetive da polícia que atua no departamento de assuntos internos. Vivendo sua vida, Sarah descobre que ela e a morta, que se chamava Elizabeth Childs são, na verdade, clones que um assassino profissional está determinado a eliminar.

Esse post pode conter spoilers

A série já ganhou alguns prêmios, assim como a atriz principal. Mas o que mais impressiona, é como Tatiana consegue interpretar tantas personagens (até agora 8) e ser incrível em cada um deles! (Se você duvida, precisa correr para assistir assim que terminar de ler esse post.) Para quem assiste a série, sabe que é impossível confundir Sarah, Cosima, Alisson, Helena e Rachel, mas não se trata apenas da aparência e sim do sotaque, do jeito de falar, do jeito andar e até do olhar. E mesmo quando uma personagem está se passando por outra (Sarah fingindo ser Cosima na festa da Dyad, Alisson se passando por Sarah para ver Kira, Sarah se passando por Beth, Sarah fingindo ser Alisson na reabilitação), ela não perde a essência. Vamos ver o que Tatiana tem a falar sobre as personagens?


Sarah Manning. Gospista, punk, londrina, mãe solteira e o coração da conspiração dos clones.
“Adoro interpretá-la, ela é a primeira. Tem algo sobre ela, que é primal, e ouvir Prodigy do Respire me ajudou a entrar na personagem. O que é central pra ela, é o conflito interior sobre a maternidade: sua filha Kira significa sua vida e ela sente que não é uma boa mãe. Uma chave é que Sarah é adotada. Ela nunca se sentiu parte de uma família, então ela se vê como um ato solo. Ela tem dificuldade de ser íntima das pessoas e sempre se sente como alguém de fora. Quando ela encontra os outros clones ela finalmente tem um senso de “estar em casa” – um tipo de irmandade, como gêmeos têm. Os clones a ajudam a se encontrar.”


Elizabeth Childs, a policial que comete suicídio no primeiro episódio. Sarah se passa por ela na primeira temporada.
“Eu não acho que Beth seja o clone original, mas o conceito diso é interessante: nenhum dos clones acha que eles são uma cópia de outra pessoa. Essa ideia de ser único é algo que nós investigamos na série. Beth é um mistério. Nós só a vemos nos vídeos caseiros e nas interpretações de Sarah do que uma mulher puritana seja.”


Alisson Hendrix, a imagem da dona de casa suburbana de cuida do marido e dos filhos, mas a verdade não é tão bonita assim. Ama coletes acolchoados.
“Ela é o clone mais difícil de se interpretar pra mim. Primeiro, eu não conseguia ter uma noção além do clichê mãe-treinadora. Até que John Fawcett (diretor) me disse que ela era personagem mais feminina da série e eu pensei: ‘Eu não sei o que isso significa!’ Eu acabei ouvindo vários musicais para entrar na cabeça dela. Têm algo neles que sugere emoções reprimidas e isso se conecta com ela: ela tem essa ‘vida perfeita’ e ainda assim ela é uma bola de raiva latente, pronta pra explodir. Agora, estranhamente, ela é a personagem que eu mais me conecto porque eu sinto como se todos estivéssemos a espera de ser descobertos.”


Cosima Niehaus. A cientista de dreadlocks que tem uma queda por abajures de lava, e por outra cientista – Delphine.
“Cosima é como uma hippie drogada. Com uma sábia personalidade, ela é o clone mais leve para interpretar. Ela olha para tudo e todos como sendo cheia de possibilidades. Ela está bem com o fato de que descobrir a verdade sobre os clones envolve várias teorias que não são necessariamente respostas. Intelectualmente, ela está em outro plano. Eu também amo como ela se apaixona por Delphine: é estúpido e ilógico, mas eu amo isso.”


Helena. Irmã gêmea de Sarah, notável por seu cabelo selvagem estilo Shakira e por seu abate de clones mais selvagem ainda.
“Nós a chamamos de ‘o pequeno monstro’ no set. Ela é meio criança, meio assassina profissional; um anjo e um demônio ao mesmo tempo. Ela não é sociável. Tipo, ela não saberia que não é legal arrotar na cara de alguém na mesa de jantar, o que me permite interpretá-la com uma medida de humor negro. A peruca que uso para interpretá-la é incrível. É super ‘Hips don’t lie’! Quando a maquiadora põe aquela peruca em mim, eu fico como, ‘eu sei quem é essa pessoa…'”.

E ainda tem a Rachel, Katja Obinger, Tony… É simplesmente demais. E pra terminar bem o post, deixo vocês com uma das cenas mais difíceis de serem feitas, a “Dança dos clones” da segunda season finale, que foi ao ar nesse fim de semana.

Orphan Black – Extended Clone Dance Party from keipidesu on Vimeo.

E agora, corram pra assistir!

Wanila Goularte

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