Resenha: Cidades de Papel – John Green

Sabe quando você não quer que um livro acabe e fica enrolando pra terminar, mas ao mesmo tempo quer ler logo pra saber o que acontece? Foi isso que aconteceu com Cidades de Papel, do João Verde.

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Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter me casado com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman. Q.

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Sabe, eu não devia fazer resenhas, porque eu simplesmente sinto que não consigo escrever aqui tudo que eu sinto enquanto leio, mas mesmo assim tenho muita vontade de gritar: vocês precisam ler esse livro!

Eu ganhei o livro da Verônica no final do ano passado, quando a gente se conheceu. Eu comecei a ler 15 dias atrás, assim que acabei Cartas de amor aos mortos, que também vou resenhar aqui. No começo, o livro não me prendeu muito porque é escrito em parágrafos grandes e isso me incomoda, por mais que pareça bobagem. Mas a medida que fui lendo, fui me encantando mais a cada página e sabia que aquele seria um livro muito especial pra mim.

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Quentin é apenas uma criança quando ele e Margo, sua vizinha, encontram um cara morto numa praça do bairro onde moram. Quentin fica com medo. Margo fica sensibilizada. Os dois até então eram melhores amigos, mas a vida acaba os afastando. Agora, no terceiro ano, Quentin (mais conhecido como “Q”), não fala mais com Margo e anda com seus amigos Ben e Radar, enquanto Margo se tornou a menina mais popular da escola.

Numa certa noite, Margo aparece na janela da casa de Quentin e o chama para uma noite de aventuras e ele acaba topando, mesmo sem saber o que está por vir. Ele acaba tendo a melhor noite de sua vida, pregando peças bem arquitetadas pela pessoa que ele mais admira na vida, Margo Roth Spiegelman.

O problema é que no dia seguinte Margo some, uma coisa que ela costuma fazer. Outra coisa que faz quando some, é deixar pistas para seus pais, mas dessa vez, ela deixa pistas para Q. E ele junto com Ben, Radar e Lacey, amiga de Margo, embarcam numa longa jornada atrás da garota rebelde.

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Eu nem sei explicar porque gostei tanto assim desse livro. Talvez porque ele mostre que as pessoas, por mais incríveis que sejam, muitas vezes se escondem e criam uma imagem do que gostariam de ser, mas no fundo não é bem assim. São apenas pessoas. Todos cometem erros e todos se arrependem de algumas coisas. Ninguém é perfeito. Ninguém é melhor que ninguém.

Pode até parecer clichê mas eu juro – não é! A narrativa de John Green deixa tudo interessante e com vontade de ler tudo de uma vez. Quentin descobre, junto com seus amigos, que nada é mais importante do que uma verdadeira amizade e passa por momentos super engraçados, mas também momentos de muita conversa, que me fizeram refletir sobre quem eu sou e qual é a imagem que eu quero passar para as pessoas ao meu redor.

Perceberam? Não sei fazer resenha, mas leiam que vocês vão entender o que eu quis dizer. Vou aproveitar pra dizer que tô participando do Desafio Literário da Patty e da Duds, e acabei riscando um item da lista: um livro que tenha virado filme, já que Cidades de Papel estreia nas telonas dia 4 de junho com Cara Delevigne no papel de Margo e Nat Wolff como Quentin.

literario

E você, já leu? Quer ler? Minha resenha ajudou? Comenta aí!

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7 comentários

  1. Tenho e já li todos os livros do Green, não sei dizer qual é o melhor, cada um tem uma coisa pra refletir e é isso que eu mais gosto nas histórias dele. Cidades de Papel eu li rapidinho, como você disse, dá vontade de ler tudo de uma vez.

    Amo o livro e amei sua ~resenha~, ficou muito boa. (:

    Também tô nessa do desafio literário, hehe. xD

    Beijos,
    http://www.blondechaos.com

  2. Adorei a frase que destacou, fiquei interessada porque amo os livros de John Green! E te entend totalmente odeio aqueles parágrafos longos, me deixa com preguiça de ler!

    Beijoos, Love is Colorful

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